Líderes... Gurus...

Li há pouco tempo na revista "Just Leader"uma entrevista com David Yesford, vice-presidente da Wilson Learning e um comentário de Luis Fonseca, director da Prémio. Vou transcrever alguns excertos, porque dizem um pouco daquilo que penso em relação a líderes. Estes comentários estão relacionados com o mundo empresarial, mas, a meu ver, aplicam-se em outras áreas.
" David Yesford:(...) O propósito de um líder é conseguir chegar aos outros e transmitir-lhes energia para criar valor e sucesso. Ele tem que ter habilidade para conseguir comunicar com versatilidade. Para atingir os resultados financeiros pretendidos, os líderes precisam não só de serem directos, mas também inspirar e acordar o talento dos outros trabalhadores em prol da visão de futuro. Um líder verdadeiro gera paixão e acende o rastilho para um nível elevado de empenhamento- para que os empregados estejam prontos e dispostos a dar toda a criatividade, capacidade e conhecimento em prol da organização. Em contrapartida, os empregados recebem aquilo que precisam para crescer e realizarem-se".
"Luis Fonseca: (...) Todos nós conhecemos, quiça na nossa própria organização, muitos chefes que nunca hão-de ser reconhecidos como líderes. O nível hierárquico é certificado pelo nosso recibo de vencimento. A liderança são os outros que a reconhecem em nós, quando somos disso merecedores. O uso do poder que o chefe é investido pode trazer a obediência dos seus subordinados, mas não o respeito. E todos sabemos que a obediência não existe pelo respeito, mas por mero instinto de sobrevivência. Estes chefes, ainda que tal não pareça, são verdadeiros agentes sabotadores do conhecimento. Têm medo de se comprometer com objectivos, metas e prazos. Matam toda a criatividade dentro de uma empresa e travam qualquer tentativa de inovação. No limite, sentem-se ameaçados por empregados criativos. Difícilmente conseguirão algum dia chegar a líderes. (...) A liderança é uma competência que se adquire, que se pratica e que se desenvolve. A liderança treina-se e exercita-se. É algo que deve ser conquistado todos os dias. (...) Sou, por fim, daqueles que acredita que a genialidade dos líderes não está apenas em obter conquistas pessoais. Está, sobretudo, na capacidade de libertar o talento de outras pessoas. Daí que, na empresa, o importante não seja o que acontece quando o líder está presente. A "fibra" de uma organização- aquilo a que os estudiosos chamam de capacidade de resistir e de manter-se competitivo em mercados complexos e globalizados- mede-se justamente quando o líder está ausente. A boa semente gera, invariavelmente, bons frutos."
2 Comments:
Bom... fantastico se tivermos em consideração que abordas um tema fantastico: Liderança. Quanto aos Gurus usaste-os apenas como polo de comparação para aquilo que realmente abordavas. E sente-se... :)
Lindo de ler e reler.
Parabens. Adorei e... estás tu por inteiro,aqui,mais uma vez. Continua nina. É este um dos teus caminhos :)
Beijo
A questão chave é mesmo essa - lider de facto, é aquele que os seus Colaboradores reconhecem, naturalmente, como tal. Para tal competências, como a capacidade de dinamizar, de delegar/responsabilizar, de valorizar/reconhecer os resultados atingidos, são fundamentais. Parabéns pelo teu post, e como te tenho dito pelos vistos podes diversisifcar com outros temas.
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