Essencia de Mulher

Um blog para mulheres e homens de mente aberta

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Dependência? Amor?


"Podemos não amar ninguém em especial. Talvez esta seja um situação difícil, mas não é impossivel. Talvez desejemos e precisemos de amar alguém, mas considero que é muito útil gostarmos de nós próprios. Está certo termos uma relação, mas o contrário está igualmente certo. Façamos amigos de que gostemos, que gostem de nós e que pensem que valemos a pena. Gostemos de nós próprios e convençamo-nos de que valemos apena. Cresçamos. Evoluamos. Lutemos por nós próprios para que, quando o amor aparecer, nos proposcione uma vida cheia e interessante. O amor não deve ser a preocupação da nossa vida nem a fuga a uma vida desagradável. Lutemos por objectivos. Divirtamo-nos. Confiemos em Deus e no Seu sentido de oportunidade. Ele vela por nós e conhece todos os nossos desejos e necessidades."
in Vencer a co-dependência de Melody Beattie
Algumas vezes podemos pensar que amamos alguém mas simplesmente estamos a alimentar as nossas dependêcias, ou o nosso desejo de tornar a vida mais prazeirosa. Podemos com isso acabar por desiludirmo-nos. Penso que o amor surge quando estivermos preparados para ele. Vamos reconhecê-lo sem dúvida. Até lá as relações que podemos alimentar pelas razões erradas mais tarde ou mais cedo vão-nos fazer sofrer. Já muitas vezes aqui escrevi: procurar nos outros a nossa fonte de felicidade acaba por ser uma ilusão. Esperar que os outros façam por nós o que devemos ser nós a fazer, também não é certo. Esperar que alguém nos ame da forma que desejamos ser amados, sem nos amarmos, penso que não resulta. É muito difícil viver sem sermos amados de uma determinada forma, mas temos de nos questionar porque queremos ser amados assim: se porque queremos uma "bengala", se porque queremos partilhar a nossa vida com alguém.Quando gastamos tempo e energia obcecados em encontrar aquele amor que tanto desejamos, acabamos por esquecermo-nos de nós, e fechamos as portas a todo o resto que faz parte da vida, assim como a um possivel amor que vem ao nosso encontro. Há que deixar fluir e ir tentando fazer o melhor que sabemos por nós. Não adianta cruzarmos os braços, lamentarmos a nossa sorte... há que ir vivendo a vida da melhor maneira possivel . Claro que para nos sentirmos bem todas as vertentes da vida, o trabalho, as relações, a família, nós... têm de estar em equilibrio. Mas quando uma delas não está, não nos entreguemos ao desespero, ou em fuga refugiando-nos doentiamente em outra vertente da nossa vida e procuremos o equilibrio dentro de nós mesmos. Depois tudo acaba por se encaixar.

1 Comments:

At 6:29 da tarde, Blogger Nuno Martins said...

Há mto que não te via...
Surpresa mto agradável.
Um beijinho grd

 

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